Entenda as causas da Artrose no Ombro e descubra como tratar

Quando falamos em artrose no ombro ou em qualquer outra articulação, muita gente logo pensa que essa, é uma doença exclusiva de pessoas mais idosas. Mas não é bem assim. Realmente o desgaste da articulação, é mais comum na terceira idade. Mas, esse tipo de patologia pode acometer pessoas mais jovens também.

Leia esse artigo até o fim, para saber como identificar o problema,  entender as causas e avaliar as opções de tratamentos. 

O que é Artrose no Ombro

Infelizmente, essa patologia pode limitar bastante a movimentação da articulação e causar dor intensa. A artrose, nada mais é, que um desgaste da articulação. Diferente da artrite, que é uma inflamação. Muita gente confunde, achando que essa duas patologias são a mesma coisa.

Apesar de serem problemas diferentes, essas duas doenças podem ocorrer ao mesmo tempo e se fundir. Esse quadro é chamado Osteoartrite. 

A artrose do ombro pode acontecer basicamente por duas causas. As primárias e as secundários.

Mão de médico tocando o ombro de uma paciente com artrose no ombro

Causa Primária da Artrose

Geralmente, a causa primária é a degeneração. Nesse tipo, a artrose é realmente considerada a doença do idoso. Pois o desgaste na cartilagem da articulação, ocorre devido o envelhecimento da pessoa. 

Com o passar dos anos, o uso constante da articulação vai causar atrito entre os ossos. Isso pode levar a incapacitação de movimento, não só pela dor, mas sim pela limitação do próprio movimento ósseo.

Causas Secundária da Artrose

Esse conjunto de causas englobam mais fatores como:

* Doenças reumatológicas como gota e artrite reumatoide

* Doenças autoimunes como lúpus 

* Distúrbios hormonais

* Traumas como fraturas mal consolidadas e cirurgias mal sucedidas

Mesmo não sendo as mais comuns, essas causas secundárias da artrose podem contribuir para o surgimento da doença em pessoas mais jovens. 

Identificar apenas pelos sintomas, se você tem artrose no ombro, não é tão simples. Isso porque, a dor é o primeiro sinal de grande parte das lesões articulares. A grande diferença da artrose, é que ela causa uma limitação intensa de movimento em um quadro mais avançado.

Evolução da Doença

Primeiramente, a artrose no ombro começa com uma lesão da cartilagem, que é um tecido resistente e flexível que protege a articulação do contato direto de osso com osso. No caso do ombro, a cartilagem reveste a glenóide, a cavidade que é o encaixe do ombro, e a cabeça do úmero, o osso do braço. 

Enquanto essa cartilagem está nova e bem hidratada, a articulação funciona perfeitamente. Mas, a partir do momento que começa o desgaste dessa região e um maior contato dos ossos, a cartilagem começa ser danificada.

Nesse quadro inicial da artrose no ombro, pode surgir a dor por conta do desgaste da cartilagem. Mas, a pessoa ainda não mostra limitação na movimentação.

Em um segundo momento, após a evolução da doença, a pessoa começa sentir um desconforto que chamamos de crepitação. São rangidos e estalos como se tivesse areia no ombro. 

E cada vez mais esse fenômeno aumenta e o paciente pode começar a notar um pouco de limitação na movimentação do ombro.

Levando em conta essa progressão da doença, o que o médico ortopedista deve fazer, é aumentar a sobrevida da cartilagem mantendo ela mais saudável e, desse modo, diminuir o avanço da artrose.

Tratamentos para Artrose no Ombro

Para aplicar a modalidade mais adequada de tratamento, o médico deve realizar uma avaliação física para checar a mobilidade e o nível de dor do paciente. 

Após isso, deve ser realizado de exames de imagem. Raio x para checar o nível de aproximação de um osso com o outro, que é mais um indício de artrose no ombro. E uma ressonância para avaliar as condições da cartilagem e graduar a lesão naquele momento.

Depois da confirmação do diagnóstico e da classificação do nível da lesão, podemos iniciar os tratamentos.

Fisioterapia

Em um primeiro momento, a fisioterapia é muito bem vinda para o alívio da dor, fortalecimento muscular e articular. Se não for observada nenhuma melhora, outros tipos de tratamento podem ajudar como:

Aplicação de Ácido Hialurônico

Que consiste em infiltrações com esse medicamento que faz parte do líquido sinovial, natural do seu corpo, que “lubrifica” a cartilagem. O Ácido Hialurônico vai agir como se fosse um “suplemento” da sua cartilagem.

Caso o quadro da artrose no ombro esteja em um grau muito avançado, e as aplicações do medicamento não ajudarem no alívio da dor e na sobrevida da articulação, a cirurgia pode ser necessária.

Cirurgia

No caso da articulação do ombro, existem diversos tipos de próteses que podem ser usadas, como uma prótese total, parcial e prótese reversa. Cada caso deve ser analisado de forma personalizada para que a melhor opção seja escolhida.

Essas próteses têm como função, basicamente, substituir toda ou apenas uma parte da sua articulação. A grosso modo, o osso é desgastado é retirado e substituído por um osso metálico. Se bem sucedida, esse tipo de cirurgia deve cessar com a dor do paciente. Já o ganho de movimento dependerá da qualidade muscular e de uma reabilitação de qualidade.  Mas sabendo de antemão que alguma limitação de movimento é aguardada pelo próprio mecanismo de funcionamento da prótese. 

Por isso, a prevenção é essencial para que o paciente não chegue ao ponto de precisar se submeter a um tratamento cirúrgico dessa magnitude.

Idosa feliz, fazendo sinal de joia com o polegar depois de fazer um tratamento para artrose no ombro

Prevenção

É importante dizer que, as articulações de carga tem mais chances de serem acometidas pela artrose, como joelho, quadril e coluna. 

Procure não sobrecarregar nenhuma articulação por longos períodos de tempo e faça exercícios, de acordo com a sua capacidade física, para fortalecer a musculatura em volta dessas articulações.

Uma alimentação balanceada também previne o surgimento de artrose. Procure um profissional da Nutrição para que uma dieta anti inflamatória seja prescrita. 

E não demore para procurar ajuda médica em caso de dor recorrente em qualquer articulação do corpo. Quanto antes o tratamento começar, melhor e mais rápido será o resultado.

Se você ficou com alguma dúvida e desconfia que pode sofrer de uma lesão em alguma articulação, solicite um contato comigo e agende uma consulta.

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O que é Epicondilite, quais as causas e como tratar?

A epicondilite é uma lesão mais comum do que se imagina. Muitas pessoas sofrem com essa lesão, mas não sabem disso. Conhecida como “cotovelo de tenista” ou “cotovelo de golfista”, essa inflamação não é exclusiva dos praticantes desses dois esportes.

Ela pode acometer qualquer pessoa que realiza movimentos repetitivos com os dedos, punhos e cotovelos.

O “ite” vem de inflamação e “Epicodili” vem de epicôndilo, que é uma saliência óssea do cotovelo com formato arredondado, presente tanto na parte interna quanto na externa dessa articulação.

Aposto que você já deve ter batido essa área do cotovelo em algum lugar e sentiu como se tivesse tomado um choque no braço.

Isso ocorre por conta do nervo ulnar, que passa não face medial dessa região e se ramifica pelos músculos do antebraço e mão.

A epicondilite pode ser medial ou lateral. E nesse artigo, eu vou te explicar o que pode causar essa inflamação e quais as modalidades mais indicadas de tratamento.

Causas e Fatores de Risco da Epicondilite Medial e Lateral

A Epicondilite lateral causa dor na região do epicôndilo externo (parte de fora do cotovelo), onde se originam os tendões responsáveis pela movimento de levantar (extensão) o punho e os dedos e de girar o antebraço para fora (supinação). São eles o Extensor Radial Curto do Carpo, Extensor dos Dedos, Extensor do Dedo Mínimo, Extensor Ulnar do Carpo e o Supinador.

A inflamação destes tendões levam a dor local e quando crônica podem levar a rupturas da sua inserção. Quando ocorre na parte externa, ou seja, lado de fora do cotovelo, é classificada como lateral (cotovelo de Tenista).

Já no epicôndilo medial originam os tendões que dobram o punho e dedos, chamados de Flexores. São eles, flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo, palmar longo, provador redondo e flexor superficial dos dedos. 

Quando a lesão é no lado interno do cotovelo, ou seja, na região de dentro, é classificada como medial (cotovelo de golfista).

Diversos fatores podem contribuir para o surgimento dessa lesão. 

A epicondilite medial é mais comum em pessoas acima dos 45 anos, ativas, que usam repetidamente os dedos, pulso e cotovelo. Estima-se que 0,5% da população desse grupo, sofre com esse problema.

Já a epicondilite lateral acomete geralmente praticantes de esportes que envolvem arremessos. 

Após as atividades repetitivas e de sobrecarga das regiões citadas, o processo de inflamação, seguida de microrrupturas e fibrose local se instala levando a dor intensa e déficit de função.

Vale ressaltar que, musculação ou qualquer outro desporto com carga inadequada ou mecânica errada, também pode causar esse tipo de lesão.

Mas, além de dor e inchaço, o que mais a Epicondilite causa?

Jovem praticante de parkour com dor no cotovelo por causa da epicondilite

Sintomas

Os sintomas podem variar para cada pacientes, mas dentre os mais comuns, podemos citar:

* Dor no cotovelo que piora com o tempo

* Piora da dor com alguns movimentos do pulso ou dedos, como abrir uma lata, elevar um peso, torcer um pano

* Rigidez muscular e queimação

* Fraqueza

* Sensibilidade na área afetada

* Irradiação da dor para o antebraço e costas da mão

Queixas muito frequentes no consultório são:

“Não consigo torcer um pano.”

“Não consigo abrir uma lata.” 

“Os objetos caem da minha mão.”

É muito Importante salientar, que não é recomendado tratar nenhum tipo de lesão sem orientação profissional.

A avaliação de um médico especialista é essencial, pois muitas pessoas tratam epicondilite sem nem mesmo ter o problema. Baseiam-se nas buscas pelos sintomas, que podem ser semelhantes a outras tipos de inflamações. 

Somente um ortopedista pode aplicar um tratamento assertivo baseado nas peculiaridades de cada caso.

E falando em tratamento, vamos ver a seguir as opções que a ortopedia oferece para tratar Epicondilite.

Formas de Tratamento para Epicondilite Aguda

A epicondilite pode se apresentar de forma aguda ou crônica nos pacientes. Cada caso precisa ser analisado de forma personalizada para a melhor opção de tratamento ser aplicada. 

Dentre as principais modalidades de tratamentos na forma aguda da inflamação, podemos citar:

Repouso

Interromper as atividades que sobrecarregam a área afetada por tempo determinado pelo médico, baseado em exames de imagem onde será mostrada a intensidade da lesão.

Imobilização

Imobilizar por curto período a articulação para alívio da dor aguda

Fisioterapia

Realização de alongamentos e exercícios a fim de fortalecer a articulação inflamada.

Muitas vezes, o paciente sente melhora no início do tratamento e interrompe o mesmo. Essa atitude é muito prejudicial, porque uma lesão aguda mal tratada pode se tornar um problema crônico.

Mas, caso o seu quadro de epicondilite for crônico, não se desespere. Pois existem formas eficientes de tratamento.

Formas de Tratamento para Epicondilite Crônica

Na forma crônica, a continuidade da fisioterapia é essencial. Mas, podemos unir a ela tratamentos como:

Infiltrações

Consiste em injeções localizadas guiados por métodos de imagem preferencialmente, como ultrassom, para aliviar as dores. Onde o corticóide é muito utilizado por alguns colegas. Porém, esse tipo de medicação está cada vez menos comum e sendo substituído por medicamentos mais avançados como o ácido hialurônico, que promove um alívio álgico mais prolongado, sem efeito de degeneração tendinosa e com um benefício regenerativo. 

Tratamentos por Ondas de Choque

O tratamento consiste em uma onda acústica de alta energia que é depositada na área da lesão ortopédica. 

Mas fique calmo, pois apesar do nome, não tem nada haver com choque elétrico e nem com o TENS, o famoso “choquinho”, da fisioterapia.

Esse tratamento irá estimular a formação de novos vasos sanguíneos através da liberação de células anti inflamatórias e outras citocinas que estimulam a cicatrização tecidual. 

Além de irrigar e revascularizar a área lesionada, as ondas têm grande poder de alívio precoce das dores.

Esta técnica tem ajudado milhares de pessoas a retomarem as atividades do dia a dia e as práticas esportivas precocemente. 


Jovem mulher praticante de tênis recuperada da epicondilite

Epicondilite tem cura?

Tratamentos inovadores e modernos como o Tratamento por ondas de choque, podem recuperar a área lesionada com sucesso e eliminar as dores. Entretanto, a cirurgia também é uma opção dependendo da gravidade da patologia.

Vale ressaltar a importância dos exercícios de alongamentos e fortalecimento para aquelas pessoas que praticam atividades físicas ou trabalhem com tarefas que exigem movimentos repetitivos, para prevenir a Epicondilite.

Se você sofre com dores no cotovelo, que limitam as suas tarefas do dia a dia e impedem que você pratique atividades físicas, clique no botão abaixo e solicite uma avaliação com um médico especialista.