Entenda as causas da Artrose no Ombro e descubra como tratar

Quando falamos em artrose no ombro ou em qualquer outra articulação, muita gente logo pensa que essa, é uma doença exclusiva de pessoas mais idosas. Mas não é bem assim. Realmente o desgaste da articulação, é mais comum na terceira idade. Mas, esse tipo de patologia pode acometer pessoas mais jovens também.

Leia esse artigo até o fim, para saber como identificar o problema,  entender as causas e avaliar as opções de tratamentos. 

O que é Artrose no Ombro

Infelizmente, essa patologia pode limitar bastante a movimentação da articulação e causar dor intensa. A artrose, nada mais é, que um desgaste da articulação. Diferente da artrite, que é uma inflamação. Muita gente confunde, achando que essa duas patologias são a mesma coisa.

Apesar de serem problemas diferentes, essas duas doenças podem ocorrer ao mesmo tempo e se fundir. Esse quadro é chamado Osteoartrite. 

A artrose do ombro pode acontecer basicamente por duas causas. As primárias e as secundários.

Mão de médico tocando o ombro de uma paciente com artrose no ombro

Causa Primária da Artrose

Geralmente, a causa primária é a degeneração. Nesse tipo, a artrose é realmente considerada a doença do idoso. Pois o desgaste na cartilagem da articulação, ocorre devido o envelhecimento da pessoa. 

Com o passar dos anos, o uso constante da articulação vai causar atrito entre os ossos. Isso pode levar a incapacitação de movimento, não só pela dor, mas sim pela limitação do próprio movimento ósseo.

Causas Secundária da Artrose

Esse conjunto de causas englobam mais fatores como:

* Doenças reumatológicas como gota e artrite reumatoide

* Doenças autoimunes como lúpus 

* Distúrbios hormonais

* Traumas como fraturas mal consolidadas e cirurgias mal sucedidas

Mesmo não sendo as mais comuns, essas causas secundárias da artrose podem contribuir para o surgimento da doença em pessoas mais jovens. 

Identificar apenas pelos sintomas, se você tem artrose no ombro, não é tão simples. Isso porque, a dor é o primeiro sinal de grande parte das lesões articulares. A grande diferença da artrose, é que ela causa uma limitação intensa de movimento em um quadro mais avançado.

Evolução da Doença

Primeiramente, a artrose no ombro começa com uma lesão da cartilagem, que é um tecido resistente e flexível que protege a articulação do contato direto de osso com osso. No caso do ombro, a cartilagem reveste a glenóide, a cavidade que é o encaixe do ombro, e a cabeça do úmero, o osso do braço. 

Enquanto essa cartilagem está nova e bem hidratada, a articulação funciona perfeitamente. Mas, a partir do momento que começa o desgaste dessa região e um maior contato dos ossos, a cartilagem começa ser danificada.

Nesse quadro inicial da artrose no ombro, pode surgir a dor por conta do desgaste da cartilagem. Mas, a pessoa ainda não mostra limitação na movimentação.

Em um segundo momento, após a evolução da doença, a pessoa começa sentir um desconforto que chamamos de crepitação. São rangidos e estalos como se tivesse areia no ombro. 

E cada vez mais esse fenômeno aumenta e o paciente pode começar a notar um pouco de limitação na movimentação do ombro.

Levando em conta essa progressão da doença, o que o médico ortopedista deve fazer, é aumentar a sobrevida da cartilagem mantendo ela mais saudável e, desse modo, diminuir o avanço da artrose.

Tratamentos para Artrose no Ombro

Para aplicar a modalidade mais adequada de tratamento, o médico deve realizar uma avaliação física para checar a mobilidade e o nível de dor do paciente. 

Após isso, deve ser realizado de exames de imagem. Raio x para checar o nível de aproximação de um osso com o outro, que é mais um indício de artrose no ombro. E uma ressonância para avaliar as condições da cartilagem e graduar a lesão naquele momento.

Depois da confirmação do diagnóstico e da classificação do nível da lesão, podemos iniciar os tratamentos.

Fisioterapia

Em um primeiro momento, a fisioterapia é muito bem vinda para o alívio da dor, fortalecimento muscular e articular. Se não for observada nenhuma melhora, outros tipos de tratamento podem ajudar como:

Aplicação de Ácido Hialurônico

Que consiste em infiltrações com esse medicamento que faz parte do líquido sinovial, natural do seu corpo, que “lubrifica” a cartilagem. O Ácido Hialurônico vai agir como se fosse um “suplemento” da sua cartilagem.

Caso o quadro da artrose no ombro esteja em um grau muito avançado, e as aplicações do medicamento não ajudarem no alívio da dor e na sobrevida da articulação, a cirurgia pode ser necessária.

Cirurgia

No caso da articulação do ombro, existem diversos tipos de próteses que podem ser usadas, como uma prótese total, parcial e prótese reversa. Cada caso deve ser analisado de forma personalizada para que a melhor opção seja escolhida.

Essas próteses têm como função, basicamente, substituir toda ou apenas uma parte da sua articulação. A grosso modo, o osso é desgastado é retirado e substituído por um osso metálico. Se bem sucedida, esse tipo de cirurgia deve cessar com a dor do paciente. Já o ganho de movimento dependerá da qualidade muscular e de uma reabilitação de qualidade.  Mas sabendo de antemão que alguma limitação de movimento é aguardada pelo próprio mecanismo de funcionamento da prótese. 

Por isso, a prevenção é essencial para que o paciente não chegue ao ponto de precisar se submeter a um tratamento cirúrgico dessa magnitude.

Idosa feliz, fazendo sinal de joia com o polegar depois de fazer um tratamento para artrose no ombro

Prevenção

É importante dizer que, as articulações de carga tem mais chances de serem acometidas pela artrose, como joelho, quadril e coluna. 

Procure não sobrecarregar nenhuma articulação por longos períodos de tempo e faça exercícios, de acordo com a sua capacidade física, para fortalecer a musculatura em volta dessas articulações.

Uma alimentação balanceada também previne o surgimento de artrose. Procure um profissional da Nutrição para que uma dieta anti inflamatória seja prescrita. 

E não demore para procurar ajuda médica em caso de dor recorrente em qualquer articulação do corpo. Quanto antes o tratamento começar, melhor e mais rápido será o resultado.

Se você ficou com alguma dúvida e desconfia que pode sofrer de uma lesão em alguma articulação, solicite um contato comigo e agende uma consulta.

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Capsulite Adesiva ou Ombro congelado: O que é, como identificar e tratar

A Capsulite Adesiva ou ombro congelado, é uma patologia que causa inflamação na cápsula articular do ombro, causando dor e limitação dos movimentos do ombro. Se você tem dificuldades para realizar movimentos simples como coçar as costas, pegar alguma coisa no bolso ou levar a mão até a cabeça, é possível que você sofra desse problema.

Se for esse o seu caso ou de alguém próximo a você, leia esse artigo até o final porque eu vou explicar quais os principais sintomas e como tratar esse tipo de inflamação.

O que é Capsulite Adesiva

Popularmente conhecida como ombro congelado, no meio médico essa patologia é chamada de Capsulite Adesiva. Quando ouvimos “ite” já sabemos que significa inflamação. Portanto, Capsulite é uma inflamação da Cápsula articular, que é um tecido que reveste toda a articulação do ombro. 

A dor costuma ser leve no ínicio, mas tende a piorar em poucos dias ou semanas. Diferente das Tendinites e bursites, na capsulite adesiva a dor ocorre com qualquer tipo de movimentação. E não apenas nos movimentos que elevam os braços acima da cabeça.

Na Capsulite Adesiva o tecido da cápsula fica mais espesso e limita a movimentação do ombro, por isso essa inflamação é chamada de ombro congelado. 

Sintomas, causas e fatores de risco

No meio médico, os estudos ainda não mostraram uma causa específica e definitiva para esse tipo de patologia. Mas, alguns fatores comuns para o surgimento desse tipo de inflamação são:

* Causas sistêmicas como diabetes, e doenças da tiróide

* Traumas com ou sem fratura

* Esforço ou carga excessiva no ombro

Além de dor progressiva e limitação na movimentação no ombro, a capsulite pode causar o bloqueio total da articulação, impossibilitando qualquer movimento do ombro. Todos esses sintomas costumam se agravar no período noturno.

Como foi dito, a causa dessa patologia não é única, mas sim um conjunto de fatores que podem predispor o surgimento da doença. E sabendo que ela não tem uma causa definida, vamos entender como funciona todas as fases da Capsulite Adesiva.

Fases da Capsulite Adesiva

Essa patologia é basicamente dividida em 3 fases. Que são: 

* Fase Inflamatória, onde a dor no ombro já pode ser de alta intensidade, mas a movimentação do ombro ainda não está limitada. Ou seja, é possível movimentar o ombro, mas ao mesmo tempo é doloroso.

Nessa fase, os sintomas se confundem com outros tipos de inflamação, como bursite e tendinite. Porém, uma grande diferença desses tipos de inflamação com a Capsulite, é que nelas a dor aumenta quando a pessoa faz um movimento elevando o braço acima de 90 graus.

Já na Capsulite Adesiva a dor é intensa mesmo quando o braço está abaixado ou sem movimento. E essa primeira fase pode durar em torno de 9 meses

* Fase do congelamento, quando a inflamação torna a cápsula mais espessa e com isso, iniciando a limitação da movimentação. Nessa fase, que pode durar em torno de 12 meses, a dor costuma ser menor do que na inflamatória, mas a movimentação fica comprometida, principalmente nos movimentos de rotação.

* Fase de descongelamento, que ocorre de forma espontânea, quando a dor diminui ainda mais e a movimentação começa ter uma melhora gradual. Essa fase pode durar de 2 a 3 anos.

Tratamentos para Capsulite Adesiva

Antes de mostrar todas as opções de tratamento para Capsulite Adesiva, vamos entender como é feito o diagnóstico. Primeiramente é realizado um exame clínico e depois de imagem. Mas, é importante dizer que o exame clínico é fundamental e o mais importante.

Os exames de imagem vão servir para descartar outros tipos de lesão. Mesmo não sendo essenciais para o diagnóstico, um raio x e um ultrassom, servirão para eliminar a possibilidade de problemas como uma artrose, lesões em tendões ou na musculatura. 

Já a ressonância, em uma fase mais avançada da inflamação, pode ser útil para identificar a gravidade da Capsulite, analisando o espessamento do tecido.

Tratamentos para fase inflamatória

Nessa fase, o maior problema é a dor, pois a movimentação ainda não está comprometida. Por isso, tratamentos com:

* Medicamentos

Analgésicos e anti-inflamatórios irão ajudar a reduzir a dor do paciente e controlar a evolução da inflamação.

* Acupuntura e agulhamento a seco

Também são bem vindas nessa fase da inflamação, pois são tratamentos que também ajudam no alívio da dor.

* Tratamento por ondas de choque

Consiste em uma energia mecânica depositada na área da lesão, a fim de estimular a formação de novos vasos sanguíneos através da liberação de células anti inflamatórias no local. Ele também pode ajudar na melhora do processo inflamatório e na liberação capsular.

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Tratamentos para fase de congelamento

Após a fase inflamatória e com as medidas tomadas que, provavelmente diminuirão as dores do paciente, pode ser dado início a tratamentos que vão estimular a mobilidade da articulação do ombro como:

* Fisioterapia

Exercícios que vão estimular a liberação da articulação. Mas, caso o fisioterapeuta não tenha sucesso, existem algumas medidas terapêuticas, como o bloqueio anestésico do nervo que irnerva a cápsula do ombro, para aliviar mais a dor e ajudar no relaxamento capsular. Dando assim, mais poder de manipulação para o fisioterapeuta trabalhar a mobilidade no ombro do paciente.

* Cirurgia

É sempre o último caso nestas situações. O procedimento cirúrgico mais comum para Capsulite Adesiva é a artroscopia. São feitos 2 ou 3 orifícios no ombro para liberar a cápsula espessada.

Homem curado da capsulite adesiva carregando a filha acima do ombro

Conclusão

A Capsulite Adesiva é uma lesão relativamente comum. Recebo com frequência, pessoas com esse problema em meu consultório. E procuro explicar para o paciente que está lesão tem uma duração normalmente mais longa do que as suas expectativas.

É preciso ter paciência, entender que o tratamento precisa de tempo para gerar resultado. E se você sofre com algum dos sintomas citados neste artigo e quer saber se o seu problema é Capsulite Adesiva, clique no botão abaixo e agende uma consulta com um médico especialista.

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Síndrome do Manguito Rotador: O que é e como tratar

Quase todas as pessoas que já se consultaram com um ortopedista, ouviram as palavras: “Síndrome do Manguito Rotador”. Todavia, muitos pacientes diagnosticados com esse problema, saem do consultório sem entender o que realmente é essa lesão, o que ela causa, como prevenir e tratar.

Se você foi diagnosticado com esse problema ou sofre de dores no ombro e desconfia que a causa pode ser a Síndrome do Manguito Rotador, leia esse artigo até o final.

Mas, antes falar tudo que envolve essa síndrome, vou explicar o que é o Manguito Rotador.

O que é Manguito Rotador

É o conjunto de tendões do ombro. SImples assim. Esse grupo é formado por quatro tendões principais: supra- espinhal, infra-espinhal, Redondo Menor e Subescapular. 

Esse grupo, junto com os músculos do braço, ajuda a estabilizar o úmero na cavidade da glenoide (ossos do ombro) durante vários movimentos esportivos, em que os braços são posicionados acima da cabeça, como esportes de arremesso, levantamento de peso, natação, e nos saques do tênis e vôlei.

Basicamente, esse grupo de tendões é responsável por toda a movimentação do seu ombro. E quando essa movimentação está comprometida, podemos estar diante da Síndrome do manguito Rotador.

O que é a Síndrome do Manguito Rotador

Conhecida também como síndrome do impacto do ombro, consiste em uma lesão na estrutura que ajuda na estabilidade do ombro. Essa inflamação pode ocorrer em um tendão ou nos quatro que compõem o Manguito rotador.

Tendões são estruturas fibrosas, pense neles como se fossem cordas que unem os músculos aos ossos. Diferente dos ligamentos que unem Ossos com Ossos.

Quando falamos em síndrome, falamos também em conjunto de sinais e sintomas que representam o surgimento de uma lesão.

Mulher levantando pedo da maneira errada o que pode causar síndrome do manguito rotador

Causas e Sintomas da
Síndrome do Manguito Rotador

Nos casos de Síndrome do Manguito Rotador, geralmente a pessoa se queixa de dores que podem piorar com os movimentos e no período noturno, perda de força, movimentação limitada e dificuldade de encontrar uma posição confortável para dormir.

Diversas causas podem contribuir para o surgimento desse tipo de lesão. O fator tempo é um deles, pois o avanço da idade pode causar um desgaste progressivo na articulação, que chamamos de lesão degenerativa.

A prática de atividades repetitivas seja no esporte ou no trabalho por tempo prolongado, também podem contribuir para o desenvolvimento dessa patologia, além das causas traumáticas. 

A Síndrome do manguito Rotador possui um grupo de risco que envolve pessoas como:

* Profissionais que realizam movimentos repetitivos com os braços, como pintores, carpinteiros, trabalhadores da área da construção, entre outros. 

* Pessoas acima dos 45 anos, pois como foi citado acima, o envelhecimento natural pode causar desgastes e contribuir para o desenvolvimento de lesões.

* Praticantes de atividades físicas, profissionais ou amadores, de modalidades esportivas que exigem movimentação intensa e repetitiva da articulação do ombro, como tênis, natação, basquete e volei por exemplo.

Essas são as causas e perfis mais comuns dos pacientes com esse tipo de inflamação. Se você se encaixa em alguma dessas categorias ou notou os sintomas citados, fique calmo porque vou te mostrar as opções de tratamento para cada caso.

Tipos de Tratamentos

Existe um trajeto básico para o diagnóstico exato, seguido do início de um tratamento assertivo.

No primeiro momento, o médico ortopedista vai te examinar clinicamente e a partir de algumas manobras em um exame físico, será possível identificar qual, ou quais tendões estão mais lesionados.

Após isso, é recomendada a realização de exames de imagem como: 

* Raio x para análise da parte óssea e da articulação do ombro como um todo. 

* Ressonância magnética ou ultrassom, para uma análise mais detalhada dos tendões e as estruturas musculares da articulação. 

Com essas informações em mão, será possível identificar e classificar o tipo de lesão. As lesões no manguito rotador se dividem basicamente em inflamatórias e roturas parcial ou total. Cada classe de lesão demanda um tipo de tratamento:

Tratamentos para Lesão Inflamatória

As lesões inflamatórias se resumem, basicamente, em tendinites. Os tratamentos mais indicados para essa classe de lesão são os conservadores como: 

* Fisioterapia 

* Exercícios de fortalecimento

* Agulhamento a seco

* Osteopatia

* Quiropraxia

* Acupuntura

* Tratamentos por Ondas de Choque.

O tempo de tratamento vai variar em cada caso, mas geralmente o período é de 4 a 6 meses.

Tratamentos para Lesão Parcial

A lesão parcial é como se o tendão tivesse “perdido” um pedaço da sua espessura. Imagine como uma corda que, em um certo ponto, está mais fina. Se esse rompimento for de até 50%, a lesão provavelmente também será tratada de maneira conservadora. 

Portanto, as modalidades citadas acima se aplicam nesses casos também. Mas se o rompimento for maior que 50%, uma cirurgia pode ser necessária.

Tratamentos para Lesão Total

Nos casos de rompimento total do tendão, a cirurgia é normalmente a indicação para a recuperação do tecido.

Hoje em dia existem pesquisas avançadas aqui no Brasil, com foco em regeneração tecidual. Consistem em infiltrações com fatores de crescimento para estimular a cicatrização e reconstituir lesões parciais e totais menores que um centímetro sem a necessidade de cirurgia. 

Vale ressaltar que essa modalidade ainda está em fase de pesquisa em nosso país, mas vale a curiosidade. 

O importante é buscar ajuda médica antes que o problema se agrave e torne o tratamento mais penoso para o paciente.

Mulher recuperada da síndrome do manguito rotador levantando peso

Buscando Ajuda Médica

A prevenção é sempre o melhor remédio e algumas práticas podem evitar o desenvolvimento da Síndrome do Manguito Rotador. Portanto, se preocupe em manter uma postura adequada, faça um aquecimento dinâmico antes das atividades físicas, tome cuidado com os movimentos repetitivos e evite elevação de carga ou atividades esportivas agressivas em excesso, sem uma preparação muscular adequada. 

A Síndrome do Manguito Rotador, é um dos principais e mais comuns tipos de patologia quando o assunto é articulação do ombro. E o diagnóstico precoce é essencial para que o tratamento seja menos invasivo possível. 

Por isso, se você sente dificuldade para trabalhar, não consegue mais praticar o seu esporte favorito ou ter uma noite de sono com qualidade, por conta de dores e falta de mobilidade no ombro, clique no botão abaixo e solicite uma avaliação com um médico especialista.

Dor na Articulação do Ombro: As 5 principais causas e como tratar

Temos que ser justos em uma coisa. A dor na articulação do ombro é democrática. Ela não escolhe gênero nem idade. Talvez, depois da dor na coluna, a dor no ombro seja a queixa mais comum ouvida pelos ortopedistas.

Tanto os sedentários, quanto os esportistas, estão sujeitos a esse mal. Dores no ombro são especialmente desagradáveis, porque limitam muito o dia a dia da pessoa, dificultando a execução de tarefas simples e, muitas vezes, prejudicando noites de sono.

Por ser a articulação mais móvel do corpo, o ombro está muito suscetível a lesões. Mas, nem sempre o excesso de movimentação é a causa das dores.

Outro detalhe, é que em alguns casos, a dor no ombro não significa que o problema é nessa região. A causa pode estar em outra área, como na coluna cervical por exemplo.

É exatamente isso que vamos ver nesse artigo. Vou mostrar as principais causas de dor na articulação do ombro e como tratar:

Profissional aplicando Fisioterapia para articulação do ombro

1 – Tendinite, Bursite e Síndrome do Manguito Rotador

Essas doenças são as mais comuns que afetam o ombro. Movimentos de elevação, principalmente acima de 90 graus, executados por longos períodos, por exemplo, podem comprimir os tendões.

Essa compressão pode inflamar justamente os tendões ou a bursa, que consiste em uma pequena bolsa cheia de líquido sinovial, servindo como uma espécie de “almofada” para proteger a articulação.

Tanto a Tendinite crônica, quanto a Bursite, podem ser causadas por movimentação excessiva, traumas na região ou envelhecimento do organismo.

A inflamação pode afetar os tendões mais profundos do ombro, causando a síndrome do manguito Rotador, conhecida também como Síndrome do Impacto.

O manguito é formado por 4 músculos profundos que atuam em conjunto para movimentar e dar estabilidade ao ombro. São eles: Supra espinhal, Infra espinhal, Redondo Menor e Subescapular.

Essa síndrome ocorre quando há uma lesão nas estruturas que ajudam a estabilizar esta região. Além de dor no ombro, pode causar dificuldade ou fraqueza para levantar o braço.

Como tratar: mais indicado para essas patologias, a princípio é o repouso e medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios.

Dependendo da evolução do problema, em alguns casos pode ser necessário tratamentos manuais como fisioterapia, minimamente invasivos, como tratamento por ondas de choque, infiltrações, ou até mesmo cirurgia nos casos de Impacto entre os Tendões e o Acrômio, onde há necessidade de uma “raspagem” cirúrgica chamada de acromioplastia.

2 – Capsulite

Outra causa conhecida de dor na articulação do ombro, é a Capsulite adesiva, conhecida também por ombro congelado. Consiste em uma inflamação da cápsula articular que dificulta o movimento do braço, principalmente os de rotação interna e externa, por conta de uma rigidez na articulação do ombro.

A capsulite adesiva costuma atingir a pessoa entre a 4ª e 6ª década de vida. Com incidência maior sobre o ombro não dominante.  Podendo atingir os dois ombros em alguns casos.

Essa patologia não possui uma causa conhecida determinante. Mas nota-se algumas situações peculiares nos pacientes que possuem essa inflamação, como: traumas ou causas sistêmicas como a diabetes, doenças de tireoide, entre outras…

Como tratar: é recomendado para essa patologia, sessões de fisioterapia para analgesia e liberação da articulação através da mobilização articular gradual do ombro e relaxamento dos músculos da articulação. Bloqueios anestésicos guiados por ultrassom podem ser realizados e nos casos mais graves, pode ser necessária uma cirurgia para distensão da cápsula.

3 – Artrose

Embora mais comum em idosos, esse problema também pode atingir jovens adultos, principalmente atletas que utilizam a articulação do ombro em excesso. A artrose causa dor no ombro e nos casos mais avançados pode promover uma restrição de movimento da articulação.

Esses sintomas podem piorar com o passar do tempo. As causas mais comuns, são a sobrecarga, consolidação inadequada de um fratura do ombro e patologias reumatológicas.

Como tratar: geralmente o tratamento consiste em fisioterapia para analgesia e fortalecimento/equilíbrio musculotendíneo,  medicamentos analgésicos e condroprotetores para aliviar as dores. E nos casos mais evoluídos a cirurgia para colocação de uma prótese de ombro está indicada.

4-  Fraturas ou Luxações

Quase sempre as fraturas e as luxações são fáceis de se identificar, por conta da dor forte, inchaço e hematomas na pele e limitação funcional. Mas, alguma fraturas quando pequenas, provocam uma dor de baixa intensidade, sutil, que aumenta ao longo do tempo e podem impedir a movimentação do braço.

Como tratar: é preciso direcionar-se imediatamente para um hospital ou clínica, para identificar o local da fratura ou luxação e fazer a redução que é o ato de colocar a articulação no lugar e imobilizar de forma correta o braço. Para posterior indicação do melhor tratamento definitivo.

5- Tenossinovite

Essa é uma inflamação aguda da membrana que recobre o tendão. Diferente da Tendinite, onde a inflamação é no próprio tendão Essa patologia gera limitação dos movimentos, inchaço, dor e vermelhidão.

Como tratar: o mais indicado nesses casos é fisioterapia, medicações analgésicas e anti-inflamatórias e, em alguns casos, imobilização.

Jovem fazendo fortalecimento da articulação do ombro

Outras causas de dor na articulação do ombro

Vimos alguns dos problemas mais comuns que causam dores na articulação do ombro. Mas, é importante salientar que, muitas vezes, a dor no ombro é decorrente de problemas de áreas próximas, como o cotovelo e a coluna cervical.

Vale dizer também que, nem sempre dores em articulações se tratam de problemas de ordem estrutural.  

As dores no ombro podem significar deficiências em outras áreas do corpo. E ser um sinal de mal funcionamento de órgãos como coração e fígado.

Por isso, é importante procurar um médico especialista para que a origem da dor seja identificada. E o tratamento ideal aplicado.

Se você sofre com algum tipo de dor recorrente no ombro, saiba que você pode se livrar dela e voltar a ter uma vida plena, sem limitações.

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